Artigo

As Crianças Refugiadas Estão a Aprender? Literacia nas Classes Iniciais num Campo de Refugiados no Quénia

Publicado por
Rede Interinstitucional para a Educação em situações de Emergência (INEE)
Authored by
Benjamin Piper, Sarah Dryden-Peterson, Vidur Chopra, Celia Reddick, e Arbogast Oyanga
Publicado
Temas
Domínios e Resultados de Aprendizagem - Literacia e Comunicação
Deslocações Forçadas - Refugiados

Atualmente, mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo vivem como refugiadas, tendo sido obrigadas a abandonar os seus países de origem devido a situações de crise e conflito. Embora o direito à educação esteja articulado nos acordos internacionais, a responsabilidade pela instrução das crianças refugiadas recai sobre os sistemas nacionais de educação dos países de acolhimento. Num dos primeiros estudos deste tipo, avaliamos todas as escolas que disponibilizam o acesso às classes iniciais do ensino primário a crianças refugiadas no campo de pessoas refugiadas de Kakuma, um dos maiores e mais antigos campos de refugiados do mundo à data da recolha de dados. Os resultados obtidos por esses estudantes foram consideravelmente baixos, mais baixos até do que os resultados obtidos pelas crianças desfavorecidas na referida comunidade de acolhimento, o município de Turkana. Os níveis de literacia diferem entre as crianças refugiadas, dependendo do seu país de origem, da língua de ensino usada na escola do Quénia, das línguas faladas em casa, e das expetativas, autodeclaradas pelas crianças, de um regresso ao seu país de origem. Os nossos resultados indicam a necessidade urgente de investir fortemente na melhoria da aprendizagem entre as crianças refugiadas, ao invés de uma concentração exclusiva no seu acesso à educação.

DOI: https://doi.org/10.33682/f1wr-yk6y